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EstudeComex
– Quais são os caminhos para se chegar à diplomacia
brasileira? O que compõe a formação de um diplomata e
como deve ser o seu perfil? Rubens Barbosa – O único caminho é por meio de concurso (muito difícil) realizado anualmente pela academia diplomática brasileira, o Instituto Rio Branco, vinculado ao Itamaraty. O diplomata, em geral, tem formação universitária, um conhecimento geral de tudo o que ocorre no Brasil e no mundo e dedica-se exclusivamente ao serviço público. Deve estar preparado para uma forte competição na carreira e deve poder adaptar-se à vida fora do Brasil. Como foi o seu ingresso na
carreira diplomática? Houve outros cargos que a
antecederam? Conte-nos um pouco sobre sua trajetória
profissional. Em 1962, comecei a trabalhar como Terceiro Secretário, o degrau inicial da carreira. Em 1963, fui designado para trabalhar em Brasília, no Gabinete do Ministro, como assessor parlamentar. Em 1966, fui removido para a Embaixada em Londres, onde fiquei até 1972. Voltei a Brasília, onde trabalhei dentro e fora do Itamaraty, inclusive na Presidência da República, no programa de desburocratização, até 1985. Embaixador junto a Aladi até 90, voltei para criar o Departamento de Integração e depois a Subsecretaria de Integração Regional, Comércio Exterior e Economia para coordenar nacionalmente as negociações do Mercosul. Em 1994, fui designado Embaixador no Reino Unido, em Londres, e, em 1999, Embaixador nos EUA, em Washington. Quais são as principais
aspirações na carreira de um diplomata? Que conselho daria a um estudante
que sonha em ingressar na diplomacia brasileira? Quais
são os desafios para os quais deve estar preparado? O maior desafio é enfrentar a forte competição interna (competição intelectual e muitas vezes política) com serenidade e ajustar-se à vida no exterior, muitas vezes longe dos filhos, dos parentes, dos amigos. Nem sempre é fácil. Muita gente fica pelo caminho... Fale sobre as principais
dificuldades e complexidades enfrentadas no início e ao
longo da carreira de diplomata.
Na sua opinião, quem foram os
grandes diplomatas brasileiros e por quê? Ao longo de sua trajetória, há
algum momento que considera inesquecível? Pode nos
contar? Quais as grandes expectativas da
diplomacia brasileira em relação ao futuro? O que podem
esperar aqueles que acabam de ingressar na carreira? Na sua opinião, qual é o
ápice dessa profissão? Qual é o mais importante sonho
que o diplomata deve sempre alimentar?
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