| Mapa do Comércio Exterior |
Entretanto, desde o brado "Exportar ou Morrer" do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o empresariado, que já passava por um processo de conscientização de que não bastaria apenas importar produtos de outros países para adequar tecnologicamente o parque industrial brasileiro, acabou comprando a idéia de que era necessário também buscar a penetração de produtos brasileiros no mercado internacional e agregar cada vez mais valor a esses produtos, buscando inclusive desenvolver a Marca Brasil, começando, então, no País, uma onda em prol das exportações brasileiras. Dois ministros do governo anterior merecem aqui ser lembrados pela grande contribuição que deram ao País: Marcus Vinícius Pratini de Moraes e Sérgio Amaral. O primeiro, ex-ministro da Agricultura, um dos maiores defensores do agronegócio brasileiro e de sua participação no comércio internacional em patamar de igualdade às nações desenvolvidas. Graças ao seu brilhante trabalho, hoje o Brasil está entre os melhores do mundo. O segundo, o ex-ministro do Desenvolvimento, Comércio e Indústria, que introduziu no País a idéia de buscar mercados poucos tradicionais, com vistas a sair da dependência dos Estados Unidos e da União Européia. Foi já no governo de FHC que surgiram os primeiros superávits. O legado deixado por Fernando Henrique Cardoso foi de suma relevância para o momento que vive agora o comércio exterior brasileiro, não apenas em termos de superávits, mas especialmente por sua participação no cenário internacional, pelas relações diplomáticas e por uma visão mais globalizada de mundo. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva vem dando continuidade à política de comércio internacional, deixada por FHC, fortalecendo cada vez mais o ideal de aumentar expressivamente as exportações brasileiras, mas também de não conter de forma castradora as importações, como ocorreu no governo anterior. Acredita-se que o equilíbrio real do comércio internacional dê ao País o desenvolvimento tão sonhado. Uma das expectativas do governo Lula é que a área de comércio exterior seja a responsável pela geração de grande número de empregos. Ao que tudo indica, as profissões relacionadas a essa área serão a bola da vez. Luiz Fernando Furlan, atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, espera atingir, no ano de 2006, US$ 100 bilhões de exportações e vem criando uma série de medidas que deverão contribuir para esse número, entre elas o apoio a micro, pequenas e médias empresas, seguindo um modelo semelhante ao da Itália, onde tais empresas são responsáveis por grande parte das exportações. O fato é que, com essa meta, o mercado de trabalho há que ampliar muito seu leque de oportunidades e, evidentemente, a demanda de profissionais. Atualmente, o mercado já apresenta perspectivas bastante animadoras para aqueles que sonham ingressar na área. A Catho Consultoria em RH desenvolveu uma pesquisa especialmente para o EstudeComex e constatou que essa é uma área relativamente elitizada. Para se ter idéia, o salário de um diretor de exportação no Brasil é de aproximadamente R$ 15 mil, enquanto um diretor de exportação e importação ganha entre R$ 10 a 12 mil. Boa parte desses profissionais tem formação superior e domina pelo menos dois idiomas (espanhol e inglês), porém são muito desejáveis cursos de pós-graduação, MBA, mestrado e, se possível, doutorado. Os mestres nessa área somam apenas 2% e estão distribuídos em funções como diretores, gerentes, supervisores e consultores. Já os doutores somam apenas 0,29% e estão ocupando cargos de direção. Todavia, esse número tende a aumentar conforme as novas exigências desse mercado. O Comércio Exterior ainda é uma área dominada pelo sexo masculino. Apenas 38% são mulheres e atuam em funções de auxiliares, assistentes e estagiárias. Geralmente, elas ganham até R$ 796 menos que os homens.
Nessa pesquisa da Catho, um dado muito relevante foi apontado: a fluência da língua inglesa tem forte influência na remuneração dos executivos especialmente em Comércio Exterior, porém somente 47,6% dos profissionais pesquisados declaram falar inglês com fluência. Para os cargos executivos mais altos, a fluência do inglês pode representar remuneração 4,6 vezes maior em relação aos que não falam inglês. A fluência da língua representa uma remuneração de pelo menos 50% maior para a vida profissional. Acredita-se que se esmerar na fluência desse idioma é uma boa estratégia para se dar bem nesse mercado. Na seção Pesquisa de Mercado do EstudeComex, estão disponibilizados todos os resultados dessa pesquisa. Também é possível encontrar neste guia a opinião de especialistas sobre várias carreiras relacionadas ao Comércio Exterior, entre elas logística, trader, diplomacia, advocacia, portos, despachante aduaneiro etc. O comércio exterior pode estar esperando por você, basta descobrir sua real vocação e enveredar pelas trilhas de uma dessas carreiras. O resultado pode ser você se tornar um profissional top de linha. |