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De acordo com essa visão, os custos envolvidos, os prazos requeridos e as quantidades operadas, em conjunto, fazem com que a produtividade da operação seja condição fundamental para o atual sucesso de um porto, ou terminal. Os navios cresceram de porte e a unitização, ou consolidação das cargas soltas, passou a ser elemento crítico para dar velocidade ao embarque/desembarque das cargas. O trabalho portuário, que antes residia na força muscular do trabalhador, passou para uma escala na qual é praticamente impossível, e até mesmo perigoso, o uso de força humana na movimentação das cargas. Evoluiu para um estágio tecnológico, com uso de equipamentos cada vez mais possantes e velozes. Hoje o trabalho portuário é muito mais de inteligência, planejamento e preparo, que de força. O
que se pode prever, hoje, é que os terminais que se
desenvolverem como plataformas logísticas, com políticas
de operação/serviço voltadas para integrar, e, se possível,
comandar a respectiva cadeia logística, terão melhores
oportunidades competitivas nesse mercado, no qual é cada
vez mais necessária a prestação de um serviço de
porta-a-porta, tanto no comércio internacional, quanto no
doméstico. No caso brasileiro, o ressurgimento da
cabotagem – elemento fundamental para redução do custo
dos fretes internos – também fará com que os terminais
desempenhem um papel importante para viabilizar as operações
de transbordo e de formação de portos concentradores,
pois somente assim será possível dotar o país de um
transporte marítimo à altura dos seus mais de 8.000 km
de costa. O
domínio do conhecimento das diferentes cadeias logísticas
para cada tipo de produto e ligação porta-a-porta será
ferramenta fundamental num mercado onde os patamares serão
faixa de preço total viável para a remuneração do
serviço e faixa de tempo admissível para a prestação
do serviço, ou seja o custo total porta-a-porta e o tempo
total porta-a-porta. Isso envolve terceirizações que
requerem um grande conhecimento das rotas de transporte,
impostos, legislação envolvida e custo e prazo de serviços,
pois nem sempre o menor trajeto geográfico é o mais
barato ou mais rápido, como já foi demonstrado num
famoso case de
empresas de courier nos EUA. A otimização desses fatores é a chave para a
competitividade nesse setor. Os desafios envolvidos com a missão que está reservada ao Comércio Exterior, como principal instrumento para viabilizar o desenvolvimento econômico e social do País e a criação dos indispensáveis novos postos de trabalho, fazem com que a atividade portuária seja, sem dúvida, uma das que oferece as maiores e mais desafiadoras possibilidades de desenvolvimento profissional, a curto, médio e longo prazo para os profissionais que estiverem realmente capacitados. Formá-los e desenvolvê-los é parte desse desafio. João
Emílio Freire Filho é assessor da Comissão Portos
Movimento que reúne 44 entidades empresariais e da ABTP
– Associação Brasileira dos Terminais Portuários,
engenheiro, especialista em Administração e Planejamento
Portuário pelo IME - Instituto Militar de Engenharia, e
professor do MBA em “Portos e Logística”, das
Universidades Gama Filho e Católica de Santos.
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