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A distribuição dos cargos nos órgãos do Poder Executivo é regulamentada pelo Decreto nº 2.908, de dezembro de 1998, que prevê a lotação de analistas nos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão e das Relações Exteriores. Podem ainda, por tempo determinado, ser alocados para a realização de outras atividades consideradas estratégicas de governo, relacionadas ao comércio exterior, expressamente definidas mediante ato do ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Atualmente,
as atribuições dos analistas estão distribuídas em
quatro áreas principais: a)
defesa comercial – examina a procedência e o mérito
de petições de abertura de investigação de dumping,
de subsídios e de salvaguardas, com vistas à defesa da
produção doméstica; propõe a abertura e conduz as
investigações para a aplicação de medidas antidumping, compensatórias e de salvaguardas; atua nas negociações
internacionais relativas à defesa comercial; acompanha
investigações abertas por terceiros países contra
exportações brasileiras e presta assistência à defesa
do exportador em articulação com outros órgãos
governamentais; b)
planejamento e desenvolvimento do comércio
exterior – formula propostas de planejamento de ação
governamental na área de comércio exterior; desenvolve
estudos de mercados e produtos estratégicos para a expansão
das exportações brasileiras; planeja e executa programas
de capacitação em comércio exterior dirigidos às
pequenas e médias empresas; coleta, analisa, sistematiza
e dissemina dados e informações estatísticos de comércio
exterior e propõe diretrizes para a política de crédito
e financiamento às exportações, especialmente no que se
refere ao Proex; c)
operações de comércio exterior – regulamenta
os procedimentos operacionais das atividades relativas ao
comércio exterior; administra o Siscomex – Sistema
Integrado de Comércio Exterior; autoriza operações de
importação e exportação e emite documentos, inclusive
quando exigidos por acordos bilaterais e multilaterais
assinados pelo Brasil; d)
negociações internacionais – desenvolve estudos
e propõe iniciativas destinadas a orientar, apoiar e
informar a tomada de posição dos negociadores
brasileiros nos diversos foros dos quais o País
participa. Além
disso, os analistas trabalham em outras atividades
relacionadas às competências do ministério, como política
industrial, fomento às micro, pequenas e médias empresas
e tecnologia industrial. A
atuação nessas diferentes áreas exige conhecimentos em
comércio exterior, economia internacional, métodos
quantitativos, estatística, línguas estrangeiras e
direito, principalmente tributário, administrativo e
internacional. De forma que os atuais Analistas de Comércio
Exterior, além de possuírem excelente formação acadêmica
– 50% dos analistas possuem curso de pós-graduação, têm
grande conhecimento em idiomas estrangeiros. Além do
conhecimento em língua inglesa e espanhola, indispensável
para uma boa atuação profissional, há analistas com fluência
em japonês, italiano, francês, alemão e chinês. Você,
como Analista de Comércio Exterior, integrará um corpo técnico
que deve distinguir-se pela excelência do trabalho e pela
seriedade na execução das atribuições que o cargo
confere. É, sem dúvida, uma boa oportunidade para
profissionais dispostos a enfrentar desafios e a
contribuir para o desenvolvimento do Comércio Exterior
Brasileiro. Venha juntar-se a nós! E-mail: aace@terra.com.br |