Carreiras

A carreira de Analista de Comércio Exterior

AACE – Associação dos Analistas de Comércio Exterior


A carreira de Analista de Comércio Exterior, composta de 280 cargos, foi criada pelo governo federal por meio da Medida Provisória nº 1.588, de 12 de setembro de 1997, transformada na Lei nº 9.620, de 2 de abril de 1998, com atribuições voltadas para as atividades de gestão governamental, relativas a formulação, implementação, controle e avaliação de políticas públicas de comércio exterior.

Existem, hoje, 212 analistas, todos lotados no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que ingressaram na carreira por meio de três concursos públicos: o primeiro, realizado em 1998, para o preenchimento de 100 vagas, o segundo, em 2001, com vistas a preencher 80 vagas, e o terceiro, em 2003, para preenchimento de 94 cargos de analista.

A ATUAÇÃO EM DIFERENTES ÁREAS EXIGE CONHECIMENTOS EM COMÉRCIO EXTERIOR, ECONOMIA INTERNACIONAL, MÉTODOS QUANTITATIVOS, ESTATÍSTICA, LÍNGUAS ESTRANGEIRAS E DIREITO, PRINCIPALMENTE TRIBUTÁRIO, ADMINISTRATIVO E INTERNACIONAL.

A distribuição dos cargos nos órgãos do Poder Executivo é regulamentada pelo Decreto nº 2.908, de dezembro de 1998, que prevê a lotação de analistas nos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão e das Relações Exteriores. Podem ainda, por tempo determinado, ser alocados para a realização de outras atividades consideradas estratégicas de governo, relacionadas ao comércio exterior, expressamente definidas mediante ato do ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Atualmente, as atribuições dos analistas estão distribuídas em quatro áreas principais:

a) defesa comercial – examina a procedência e o mérito de petições de abertura de investigação de dumping, de subsídios e de salvaguardas, com vistas à defesa da produção doméstica; propõe a abertura e conduz as investigações para a aplicação de medidas antidumping, compensatórias e de salvaguardas; atua nas negociações internacionais relativas à defesa comercial; acompanha investigações abertas por terceiros países contra exportações brasileiras e presta assistência à defesa do exportador em articulação com outros órgãos governamentais;

b)   planejamento e desenvolvimento do comércio exterior – formula propostas de planejamento de ação governamental na área de comércio exterior; desenvolve estudos de mercados e produtos estratégicos para a expansão das exportações brasileiras; planeja e executa programas de capacitação em comércio exterior dirigidos às pequenas e médias empresas; coleta, analisa, sistematiza e dissemina dados e informações estatísticos de comércio exterior e propõe diretrizes para a política de crédito e financiamento às exportações, especialmente no que se refere ao Proex;

c) operações de comércio exterior – regulamenta os procedimentos operacionais das atividades relativas ao comércio exterior; administra o Siscomex – Sistema Integrado de Comércio Exterior; autoriza operações de importação e exportação e emite documentos, inclusive quando exigidos por acordos bilaterais e multilaterais assinados pelo Brasil;

d)   negociações internacionais – desenvolve estudos e propõe iniciativas destinadas a orientar, apoiar e informar a tomada de posição dos negociadores brasileiros nos diversos foros dos quais o País participa.

Além disso, os analistas trabalham em outras atividades relacionadas às competências do ministério, como política industrial, fomento às micro, pequenas e médias empresas e tecnologia industrial.

A atuação nessas diferentes áreas exige conhecimentos em comércio exterior, economia internacional, métodos quantitativos, estatística, línguas estrangeiras e direito, principalmente tributário, administrativo e internacional. De forma que os atuais Analistas de Comércio Exterior, além de possuírem excelente formação acadêmica – 50% dos analistas possuem curso de pós-graduação, têm grande conhecimento em idiomas estrangeiros. Além do conhecimento em língua inglesa e espanhola, indispensável para uma boa atuação profissional, há analistas com fluência em japonês, italiano, francês, alemão e chinês.

Você, como Analista de Comércio Exterior, integrará um corpo técnico que deve distinguir-se pela excelência do trabalho e pela seriedade na execução das atribuições que o cargo confere. É, sem dúvida, uma boa oportunidade para profissionais dispostos a enfrentar desafios e a contribuir para o desenvolvimento do Comércio Exterior Brasileiro.

Venha juntar-se a nós! 

E-mail: aace@terra.com.br